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Guia

Renting informático para empresas

Transformar o investimento em equipamento numa renda mensal fixa deixou de ser uma questão de tesouraria e passou a ser uma questão de gestão de parque. Este guia explica como funciona, quanto custa, quando compensa, e quando não compensa.

O que é o renting informático

É um contrato de aluguer de longa duração em que a empresa paga uma renda mensal pelo uso de equipamento informático, durante um prazo fixado à partida, entre 12 e 60 meses. O equipamento é propriedade da entidade financiadora; a empresa usa-o, e no fim devolve-o, renova-o ou propõe comprá-lo.

Dito assim, parece apenas uma forma de pagar a prestações. A diferença relevante está noutro sítio: no renting, a renovação do parque está contratada. Quando o contrato acaba, a empresa não tem de decidir se investe outra vez, decide apenas se renova nas mesmas condições. É a diferença entre um parque que se atualiza sozinho e um parque que envelhece à espera de um orçamento aprovado.

Quanto custa

A renda calcula-se aplicando um coeficiente ao valor do equipamento. Esse coeficiente depende do prazo, do valor total e da análise de risco da empresa. Como ordem de grandeza, a 36 meses situa-se perto de 3,4 % do valor por mês; a 60 meses, perto de 2,2 %.

Na prática, isso significa que um parque de 30.000 € custa aproximadamente 1.000 € por mês a 36 meses ou 650 € por mês a 60 meses. O simulador dá uma faixa mais fina, e a proposta real chega depois da consulta às financiadoras.

Renda mensal e custo do financiamento por prazo Para 30 000 € de equipamento: a 12 meses, 2 937 € por mês e 17,5 % de custo; a 24 meses, 1 524 € por mês e 21,9 % de custo; a 36 meses, 1 059 € por mês e 27,1 % de custo; a 48 meses, 822 € por mês e 31,5 % de custo; a 60 meses, 678 € por mês e 35,6 % de custo. 2 937 € 12 meses 1 524 € 24 meses 1 059 € 36 meses 822 € 48 meses 678 € 60 meses 17 % 22 % 27 % 32 % 36 % Renda mensal Custo do financiamento
Para 30 000 € de equipamento. Alongar o prazo baixa a renda e aumenta o custo total do financiamento, as duas coisas ao mesmo tempo, e é por isso que o prazo é a decisão com mais impacto no contrato. Valores no limite superior da faixa.

O número que interessa não é a renda. É o total pago ao longo do contrato comparado com o valor de aquisição, e esse número nem sempre é desfavorável. Quando o financiamento vem do braço financeiro do próprio fabricante, cujo interesse é colocar a marca e não ganhar no financiamento, a proposta pode ficar abaixo do preço de compra a pronto. Explicamos porquê.

O que o renting resolve que a compra não resolve

A vantagem menos discutida e a mais valiosa: num parque comprado, renovar exige uma nova decisão de investimento, e é sempre a primeira a ser adiada quando o orçamento aperta. O resultado é um parque que passa metade da vida abaixo do que seria aceitável.

Estado do parque ao longo de nove anos Um parque comprado renova-se a cada cinco anos e passa longos períodos abaixo do limiar aceitável. Um parque em renting renova-se a cada três anos por contrato e mantém-se sempre acima desse limiar. limiar aceitável ano 0ano 3ano 6ano 9 Renting: renova a 3 anos, por contrato Compra: renova quando há orçamento
A diferença não é sobretudo financeira, é operacional. Num parque comprado, a renovação exige uma nova decisão de investimento, e essa é sempre a primeira a ser adiada. No renting, está contratada à partida.

Quando compensa

  • Quando a caixa vale mais do que o equipamento. Empresas em crescimento, ou com investimento produtivo em curso, têm melhores usos para o capital.
  • Quando o parque tem de se renovar com regularidade. Três anos num portátil, cinco num servidor. Sem contrato, a renovação é sempre adiada.
  • Quando se quer um custo por posto previsível. Controlo de gestão consegue imputar uma renda; não consegue imputar uma amortização de forma que alguém entenda.
  • Quando o parque cresce por etapas. Acrescentar postos a um contrato é mais simples do que aprovar um novo investimento de cada vez.

O prazo mais curto serve para quê

Doze meses raramente é a escolha para o parque estável, porque a renda é alta. Serve para o que tem fim à vista: uma equipa de projeto que se desmonta no fim do ano, um reforço sazonal, ou equipamento em avaliação antes de uma decisão maior. Nesses casos, comprar é imobilizar capital em máquinas que vão sobrar.

Quando não compensa

Quando a empresa tem excesso de tesouraria sem alternativa de aplicação com retorno superior ao custo do financiamento, e quando o equipamento vai efetivamente durar muito mais do que o prazo do contrato. Um servidor que a empresa tenciona usar oito anos financia-se pior do que se compra.

Também não compensa em parques minúsculos: o valor mínimo de uma proposta são 500 € sem IVA, e abaixo disso não há processo, nem em situações em que o custo do financiamento é claramente superior ao custo do capital próprio da empresa. Quando é esse o caso, dizemo-lo na proposta.

O que verificar antes de assinar

A maior parte dos problemas em contratos de renting não está na renda; está nas cláusulas que ninguém lê porque não afetam o primeiro ano.

  • Condições e custo de rescisão antecipada
  • O que acontece automaticamente no fim: renovação tácita ou fim do contrato
  • Estado em que o equipamento tem de ser devolvido, e o que é cobrado se não estiver
  • Se o apagamento certificado dos dados está incluído e quem entrega o certificado
  • O que cobre exatamente o seguro, e qual é a franquia
  • Como se acrescentam ou retiram equipamentos a meio do contrato
  • Se há atualização de renda indexada e a que indexante

Verificamos estes sete pontos em todas as propostas que comparamos e apresentamo-los lado a lado. É frequentemente aqui, e não na renda, que a melhor proposta se distingue da pior.

Ordens de grandeza

Três casos, com a conta feita

Para dar noção do que se está a falar antes de pedir seja o que for. São cenários ilustrativos calculados com coeficientes médios de mercado, não são clientes, são a conta que qualquer pessoa refaz.

Escritório de 15 pessoas

Renovação completa do parque administrativo

  • 15 portáteis 14" i5/16 GB
  • 15 docks e monitores 24"
  • Periféricos e preparação
Investimento 17 250 €
Renda a 36 meses 590 € – 623 €
Poupança de IRC estimada 4 248 €

Três anos é o ciclo certo num parque administrativo: no fim devolve-se e arranca contrato novo com máquinas novas, sem nova decisão de investimento.

Clínica com servidor

Oito postos de atendimento e a infraestrutura do software clínico

  • 8 postos completos
  • Servidor com RAID e UPS
  • Garantia no local e apagamento certificado
Investimento 16 700 €
Renda a 48 meses 444 € – 468 €
Poupança de IRC estimada 4 265 €

O capital fica livre para equipamento clínico, que gera receita. O informático é infraestrutura e financia-se.

Projeto de infraestrutura

Renovação de datacenter de uma média empresa

  • Três nós de hiperconvergência
  • Switching dedicado e firewall
  • Licenciamento e migração
Investimento 68 000 €
Renda a 60 meses 1 455 € – 1 537 €
Poupança de IRC estimada 17 462 €

Sessenta meses aproximam o ciclo do IT do ciclo do investimento produtivo e evitam descapitalizar a empresa de uma só vez.

Valores sem IVA e sem serviços incluídos, calculados com coeficientes médios de mercado. Não constituem proposta contratual. A poupança de IRC assume uma taxa de 20 % sobre o total das rendas e deve ser confirmada com o contabilista certificado.

Como funciona

Um pedido, quatro propostas, uma decisão informada

A maior parte das empresas recebe uma proposta de renting, a do fornecedor que lhe vendeu o equipamento. Sem termo de comparação, não há como saber se é boa.

Como funciona o pedido Um único pedido é submetido em paralelo às quatro financiadoras que consultamos: Independente, De fabricante, De infraestrutura, Internacional. O resultado regressa como cenários comparados em 48 horas úteis. O SEU PEDIDO Uma lista de equipamento Independente Multimarca, decide depressa De fabricante Imbatível em parque de marca única De infraestrutura Projetos grandes e sale & leaseback Internacional Operações fora do formato padrão 48 HORAS ÚTEIS Cenários lado a lado
  1. 01

    Diz-nos o que precisa

    Uma lista de equipamento, um orçamento de fornecedor ou apenas o número de postos. Se ainda não sabe, desenhamos a solução consigo.

  2. 02

    Consultamos as quatro financiadoras

    Uma independente, uma de fabricante, uma de infraestrutura e uma internacional. O mesmo pedido, submetido às quatro, com a análise de crédito a correr em paralelo.

  3. 03

    Recebe cenários comparados

    Em 48 horas úteis: prazos lado a lado, renda, custo total, taxa implícita e destino do equipamento no fim. Sem letra pequena.

  4. 04

    Assina e recebe o equipamento

    Tratamos do contrato, da encomenda, da preparação e da entrega. Uma só interlocução do princípio ao fim.

Perguntas frequentes

O renting informático é o mesmo que aluguer?

É um aluguer de longa duração com prazo firme. A diferença face ao aluguer de curta duração está no compromisso: o contrato de renting tem prazo definido, normalmente entre 12 e 60 meses, e não se interrompe a meio sem custo. Em troca, a renda é uma fração do que custaria alugar mês a mês.

O equipamento fica no ativo da empresa?

No renting operacional não. A empresa paga pelo uso e o bem permanece propriedade da financiadora, o que mantém o balanço mais leve e evita imobilizado. O tratamento contabilístico depende do normativo aplicável à entidade e deve ser confirmado com o contabilista certificado.

Posso cancelar o contrato antes do fim?

Pode, mas tem custo: a rescisão antecipada implica normalmente o pagamento das rendas vincendas, com ou sem desconto financeiro consoante a financiadora. É por isso que o dimensionamento inicial importa tanto, um contrato demasiado grande é mais caro de corrigir do que um contrato demasiado pequeno, que se resolve com uma adenda.

O que acontece ao equipamento no fim do contrato?

As opções habituais são três: devolver e assinar um contrato novo com equipamento novo, devolver e terminar, ou propor a compra do equipamento a valor de mercado. Em qualquer devolução deve haver apagamento certificado dos dados, com relatório entregue à empresa.

Que empresas conseguem aprovação?

Empresas com pelo menos três anos de atividade, contas apresentadas e situação regularizada perante o Fisco e a Segurança Social. Abaixo dos três anos as financiadoras com que trabalhamos não abrem processo, e preferimos dizê-lo já a fazer perder tempo a quem não vai conseguir avançar. Incidentes registados não são automaticamente uma recusa, mas condicionam o prazo e o valor.

É preciso dar entrada?

Normalmente não. A estrutura habitual é sem entrada, com a primeira renda a vencer no mês seguinte à entrega. Em perfis de risco mais elevado, pode ser pedida uma entrada ou uma caução para viabilizar a operação.

Quer ver os números para o seu caso?

Diga-nos o que precisa de equipar. Consultamos as quatro financiadoras e devolvemos cenários comparados em 48 horas úteis, sem compromisso.