Transformar o investimento em equipamento numa renda mensal fixa deixou de ser
uma questão de tesouraria e passou a ser uma questão de gestão de parque. Este
guia explica como funciona, quanto custa, quando compensa, e quando não compensa.
É um contrato de aluguer de longa duração em que a empresa paga uma renda mensal
pelo uso de equipamento informático, durante um prazo fixado à partida, entre 12
e 60 meses. O equipamento é propriedade da entidade financiadora; a empresa usa-o,
e no fim devolve-o, renova-o ou propõe comprá-lo.
Dito assim, parece apenas uma forma de pagar a prestações. A diferença
relevante está noutro sítio: no renting, a renovação do parque está
contratada. Quando o contrato acaba, a empresa não tem de decidir se
investe outra vez, decide apenas se renova nas mesmas condições. É a diferença
entre um parque que se atualiza sozinho e um parque que envelhece à espera de
um orçamento aprovado.
Quanto custa
A renda calcula-se aplicando um coeficiente ao valor do equipamento. Esse
coeficiente depende do prazo, do valor total e da análise de risco da empresa.
Como ordem de grandeza, a 36 meses situa-se perto de 3,4 % do valor por mês; a 60
meses, perto de 2,2 %.
Na prática, isso significa que um parque de 30.000 € custa aproximadamente 1.000 €
por mês a 36 meses ou 650 € por mês a 60 meses. O simulador
dá uma faixa mais fina, e a proposta real chega depois da consulta às financiadoras.
Para 30 000 € de equipamento. Alongar o prazo baixa a renda e aumenta o custo
total do financiamento, as duas coisas ao mesmo tempo, e é por isso que o prazo é a
decisão com mais impacto no contrato. Valores no limite superior da faixa.
O número que interessa não é a renda. É o total pago ao longo
do contrato comparado com o valor de aquisição, e esse número nem sempre é
desfavorável. Quando o financiamento vem do braço financeiro do próprio
fabricante, cujo interesse é colocar a marca e não ganhar no financiamento, a
proposta pode ficar abaixo do preço de compra a pronto.
Explicamos porquê.
O que o renting resolve que a compra não resolve
A vantagem menos discutida e a mais valiosa: num parque comprado, renovar exige uma
nova decisão de investimento, e é sempre a primeira a ser adiada quando o
orçamento aperta. O resultado é um parque que passa metade da vida abaixo do que
seria aceitável.
A diferença não é sobretudo financeira, é operacional. Num parque comprado, a
renovação exige uma nova decisão de investimento, e essa é sempre a primeira a ser
adiada. No renting, está contratada à partida.
Quando compensa
Quando a caixa vale mais do que o equipamento. Empresas em crescimento, ou com investimento produtivo em curso, têm melhores usos para o capital.
Quando o parque tem de se renovar com regularidade. Três anos num portátil, cinco num servidor. Sem contrato, a renovação é sempre adiada.
Quando se quer um custo por posto previsível. Controlo de gestão consegue imputar uma renda; não consegue imputar uma amortização de forma que alguém entenda.
Quando o parque cresce por etapas. Acrescentar postos a um contrato é mais simples do que aprovar um novo investimento de cada vez.
O prazo mais curto serve para quê
Doze meses raramente é a escolha para o parque estável, porque a renda é alta.
Serve para o que tem fim à vista: uma equipa de projeto que se desmonta no fim do
ano, um reforço sazonal, ou equipamento em avaliação antes de uma decisão maior.
Nesses casos, comprar é imobilizar capital em máquinas que vão sobrar.
Quando não compensa
Quando a empresa tem excesso de tesouraria sem alternativa de aplicação com
retorno superior ao custo do financiamento, e quando o equipamento vai
efetivamente durar muito mais do que o prazo do contrato. Um servidor que a
empresa tenciona usar oito anos financia-se pior do que se compra.
Também não compensa em parques minúsculos: o valor mínimo de uma proposta são
500 € sem IVA, e abaixo disso não há processo, nem em situações em que o custo do financiamento é claramente
superior ao custo do capital próprio da empresa. Quando é esse o caso, dizemo-lo
na proposta.
O que verificar antes de assinar
A maior parte dos problemas em contratos de renting não está na renda; está nas
cláusulas que ninguém lê porque não afetam o primeiro ano.
Condições e custo de rescisão antecipada
O que acontece automaticamente no fim: renovação tácita ou fim do contrato
Estado em que o equipamento tem de ser devolvido, e o que é cobrado se não estiver
Se o apagamento certificado dos dados está incluído e quem entrega o certificado
O que cobre exatamente o seguro, e qual é a franquia
Como se acrescentam ou retiram equipamentos a meio do contrato
Se há atualização de renda indexada e a que indexante
Verificamos estes sete pontos em todas as propostas que comparamos e
apresentamo-los lado a lado. É frequentemente aqui, e não na renda, que a
melhor proposta se distingue da pior.
Ordens de grandeza
Três casos, com a conta feita
Para dar noção do que se está a falar antes de pedir seja o que for. São cenários
ilustrativos calculados com coeficientes médios de mercado, não são clientes, são
a conta que qualquer pessoa refaz.
Escritório de 15 pessoas
Renovação completa do parque administrativo
15 portáteis 14" i5/16 GB
15 docks e monitores 24"
Periféricos e preparação
Investimento17 250 €
Renda a 36 meses590 € – 623 €
Poupança de IRC estimada4 248 €
Três anos é o ciclo certo num parque administrativo: no fim devolve-se e arranca contrato novo com máquinas novas, sem nova decisão de investimento.
Clínica com servidor
Oito postos de atendimento e a infraestrutura do software clínico
8 postos completos
Servidor com RAID e UPS
Garantia no local e apagamento certificado
Investimento16 700 €
Renda a 48 meses444 € – 468 €
Poupança de IRC estimada4 265 €
O capital fica livre para equipamento clínico, que gera receita. O informático é infraestrutura e financia-se.
Projeto de infraestrutura
Renovação de datacenter de uma média empresa
Três nós de hiperconvergência
Switching dedicado e firewall
Licenciamento e migração
Investimento68 000 €
Renda a 60 meses1 455 € – 1 537 €
Poupança de IRC estimada17 462 €
Sessenta meses aproximam o ciclo do IT do ciclo do investimento produtivo e evitam descapitalizar a empresa de uma só vez.
Valores sem IVA e sem serviços incluídos, calculados com coeficientes médios de
mercado. Não constituem proposta contratual. A poupança de IRC assume uma taxa de
20 % sobre o total das rendas e deve ser confirmada com o contabilista certificado.
Como funciona
Um pedido, quatro propostas, uma decisão informada
A maior parte das empresas recebe uma proposta de renting, a do fornecedor que
lhe vendeu o equipamento. Sem termo de comparação, não há como saber se é boa.
01
Diz-nos o que precisa
Uma lista de equipamento, um orçamento de fornecedor ou apenas o número de postos. Se ainda não sabe, desenhamos a solução consigo.
02
Consultamos as quatro financiadoras
Uma independente, uma de fabricante, uma de infraestrutura e uma internacional. O mesmo pedido, submetido às quatro, com a análise de crédito a correr em paralelo.
03
Recebe cenários comparados
Em 48 horas úteis: prazos lado a lado, renda, custo total, taxa implícita e destino do equipamento no fim. Sem letra pequena.
04
Assina e recebe o equipamento
Tratamos do contrato, da encomenda, da preparação e da entrega. Uma só interlocução do princípio ao fim.
É um aluguer de longa duração com prazo firme. A diferença face ao aluguer de curta duração está no compromisso: o contrato de renting tem prazo definido, normalmente entre 12 e 60 meses, e não se interrompe a meio sem custo. Em troca, a renda é uma fração do que custaria alugar mês a mês.
O equipamento fica no ativo da empresa?
No renting operacional não. A empresa paga pelo uso e o bem permanece propriedade da financiadora, o que mantém o balanço mais leve e evita imobilizado. O tratamento contabilístico depende do normativo aplicável à entidade e deve ser confirmado com o contabilista certificado.
Posso cancelar o contrato antes do fim?
Pode, mas tem custo: a rescisão antecipada implica normalmente o pagamento das rendas vincendas, com ou sem desconto financeiro consoante a financiadora. É por isso que o dimensionamento inicial importa tanto, um contrato demasiado grande é mais caro de corrigir do que um contrato demasiado pequeno, que se resolve com uma adenda.
O que acontece ao equipamento no fim do contrato?
As opções habituais são três: devolver e assinar um contrato novo com equipamento novo, devolver e terminar, ou propor a compra do equipamento a valor de mercado. Em qualquer devolução deve haver apagamento certificado dos dados, com relatório entregue à empresa.
Que empresas conseguem aprovação?
Empresas com pelo menos três anos de atividade, contas apresentadas e situação regularizada perante o Fisco e a Segurança Social. Abaixo dos três anos as financiadoras com que trabalhamos não abrem processo, e preferimos dizê-lo já a fazer perder tempo a quem não vai conseguir avançar. Incidentes registados não são automaticamente uma recusa, mas condicionam o prazo e o valor.
É preciso dar entrada?
Normalmente não. A estrutura habitual é sem entrada, com a primeira renda a vencer no mês seguinte à entrega. Em perfis de risco mais elevado, pode ser pedida uma entrada ou uma caução para viabilizar a operação.
Quer ver os números para o seu caso?
Diga-nos o que precisa de equipar. Consultamos as quatro financiadoras e devolvemos cenários comparados em 48 horas úteis, sem compromisso.