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Quanto custa realmente um posto de trabalho informático

· 7 min de leitura

Quando se pergunta a uma empresa quanto custa um posto de trabalho informático, a resposta é quase sempre o preço do portátil. É menos de metade da conta.

O que entra na conta

Somámos tudo o que uma empresa gasta, ao longo de três anos, para manter uma pessoa a trabalhar com equipamento informático. Não apenas o que é faturado, também o tempo interno, que é o custo mais fácil de ignorar e um dos maiores.

Componente Nota 3 anos
PortátilGama empresarial, 14", i5/16 GB900 €
Dock e monitorDock USB-C e monitor 24"250 €
PeriféricosTeclado, rato, headset120 €
Preparação inicialImagem, inscrição em MDM, entrega, 2 h70 €
Garantia alargadaNo local, dia útil seguinte, 3 anos160 €
Suporte ao longo da vida~4 h/ano de helpdesk420 €
Tempo perdido pelo utilizador~6 h/ano parado, a 20 €/h360 €
Abate e apagamentoRecolha, apagamento certificado, reciclagem35 €
Total2.315 €
Por mês36 meses64 €

Estimativas médias para uma PME portuguesa, sem IVA. Valores de tempo interno calculados a custo-hora carregado. Não incluem licenciamento de software nem conetividade.

Composição do custo de um posto de trabalho em três anos Do total de 2 315 € por posto em três anos: Portátil, 900 €; Dock e monitor, 250 €; Periféricos, 120 €; Preparação, 70 €; Garantia alargada, 160 €; Suporte (3 anos), 420 €; Tempo parado, 360 €; Abate e apagamento, 35 €. 39 % 11 % 18 % 16 %
  • Portátil 900 €
  • Dock e monitor 250 €
  • Periféricos 120 €
  • Preparação 70 €
  • Garantia alargada 160 €
  • Suporte (3 anos) 420 €
  • Tempo parado 360 €
  • Abate e apagamento 35 €
2 315 € por posto em três anos, e o portátil, a única linha que normalmente entra na decisão de compra, é 39 % do total. Suporte e tempo parado, que quase ninguém mede, somam mais do que a máquina e a garantia juntas.

O portátil é 39 % do custo

É o número que costuma surpreender. A máquina, a única coisa que normalmente entra na decisão de compra, representa menos de dois quintos do que o posto custa verdadeiramente. Os outros três quintos distribuem-se por serviços, tempo e desgaste que ninguém orçamenta.

Duas consequências práticas. A primeira: poupar 150 € na máquina para escolher uma gama de consumo é uma falsa economia, porque a diferença regressa multiplicada em avarias, garantia pior e tempo parado. A segunda: comparar propostas apenas pelo preço do equipamento é comparar 39 % do problema.

Onde é que o dinheiro se perde de facto

Nas duas linhas que ninguém mede: suporte e tempo parado. Juntas somam 780 € por posto em três anos, mais do que a diferença entre um portátil médio e um portátil bom, muito mais do que a garantia alargada que tantas empresas dispensam para poupar 160 €.

A conclusão é contraintuitiva: comprar melhor equipamento e contratar melhor garantia costuma reduzir o custo total do posto, mesmo aumentando o investimento inicial. É o tipo de decisão que a compra a pronto dificulta, porque o orçamento de investimento é visível e o custo de suporte não é.

O que isto tem a ver com renting

Tem tudo a ver, e não pela razão habitual. Um contrato de posto de trabalho força a empresa a ver estas linhas todas, porque todas têm de estar dentro da renda. Passa a existir um número por posto e por mês que inclui aquilo que antes estava escondido em cinco centros de custo diferentes.

Chamar-lhe uma vantagem financeira seria exagerado; a maior parte destes custos existe de qualquer maneira. É uma vantagem de visibilidade, e a visibilidade é o que permite decidir com juízo.

Ver como funciona o posto de trabalho como serviço →

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